sábado, 26 de março de 2011

Subordinada

"Você pode ter a fé que quiser, em espíritos, em vida após a morte, no paraíso e no inferno, mas se tratando desse mundo, não seja idiota. Porque você pode me dizer que deposita sua fé em Deus para passar pelo dia, mas quando chega a hora de atravessar a rua, eu sei que você olha para os dois lados."
(House)

Somos ouvidos ou não?
Pedimos de alma e coração cativo:
para o bem ou para o luto.

Falta saber se na oração
Deus é vocativo
ou anacoluto.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Enquanto

Recordo o vestido branco, as noites dormidas, mal dormidas, o sorriso na "segunda de chuva"
Recordo de meus dedos, enrolados, cabelos teu, meus, nosso
E de tanto lembrar
As vezes
Me esqueço

domingo, 20 de março de 2011

Uma mensagem para dois


Não foi corrido, não foi nada ocupado. Mas não consegui escrever por aqui.
Fiz o que eu queria, o que precisava. E foi tudo por você. Mas 2011 tem sido um ano difícil, um ano diferente. Não está tranquilo, muitas saudades. Muitas conversas, muitas noites (muito) mal "dormidas" e dias que são longos demais. Estou seguindo... tentando seguir em frente. "Deixo para você, meu amor, uma mensagem cheia. Cheia de tudo. De carinho, vontade e muita, muita saudade..."

Umas e outras

Há muito tempo que não escrevo. Há muito tempo que não salto, não ganho, não perco. Estou atada numa espécie de silêncio complacente e revoltado, diante do mundo, diante das coisas. Tenho pouco a dizer, porque as palavras quase sempre me cansam. São demasiado impuras, demasiado invasivas. Mentirosas mesmo. Infames. O que tenho a dizer não é íntimo nem grave, não é passado nem futuro, simplesmente não existe. Não quero falar nada, nem nada compartilhar. Quero apenas estar aqui. É simples desse jeito. E é fácil demais. Basta dizer palavras comedidas. É por essas e outras que em verdade vos digo: tenho medo.

Medo porque é fácil demais.